Objetivo: analisar a compreensão de profissionais de equipes multiprofissionais acerca de conceitos de risco para o desenvolvimento infantil e as contribuições da Terapia Ocupacional. Método: estudo qualitativo com profissionais integrantes de equipes da saúde, assistência social e educação. Utilizou-se entrevista semiestruturada e pesquisa em documentos da rotina das equipes participantes. A interpretação dos dados ocorreu por meio da técnica de análise do conteúdo. Resultados: participaram oito profissionais, das quais quatro eram do setor de saúde e quatro da assistência social. Foram construídas as seguintes categorias: Concepção e Identificação de sinais de risco para o DI; Avaliação de DI com instrumento padronizado; Fluxo de entrada na rede assistencial; Método de acompanhamento dos casos. O conceito e o tipo de observação de risco para desenvolvimento infantil variavam entre os profissionais de cada área, assim como suas ações nos serviços. Conclusão: os profissionais trabalham com uma noção ampliada de riscos, mas de forma isolada. Os terapeutas ocupacionais podem desenvolver ações de identificação de situações de vulnerabilidade social infantil e de formação e capacitação das equipes, na perspectiva intersetorial para o trabalho de acompanhamento e monitoramento do desenvolvimento na primeira infância.

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